Costa Dorata

Barcelona Smart Living: rooftop e 8 plantas em Capão

O Barcelona Smart Living é um condomínio fechado de apartamentos em obras na Rua Sepé, 3110, bairro Navegantes, em Capão da Canoa. A torre da D1 Empreendimentos tem oito plantas por pavimento, do loft ao 3 dormitórios, apartamentos garden e um Rooftop Lounge de dez espaços com piscina térmica coberta. Os valores são sob consulta.

Fachada do Barcelona Smart Living ao entardecer, torre residencial da D1 no bairro Navegantes, em Capão da Canoa

Por que uma torre na Rua Sepé leva o nome de uma cidade catalã? Porque o projeto do Barcelona Smart Living declara como inspiração o Eixample, o bairro que o urbanista Ildefons Cerdà desenhou em Barcelona entre 1858 e 1864, organizando moradia, comércio e serviço na mesma malha de quarteirões. A D1 Empreendimentos importou a tese urbana, e é dela que sai o resto do projeto.

Ela chega a Capão da Canoa em forma de itens contáveis: um endereço na Rua Sepé, oito finais por pavimento, dez espaços reunidos em um só pavimento de cobertura e um bicicletário com bicicletas do próprio condomínio. Nenhum deles depende da tabela de preços para ser conferido, o que já permite decidir bastante coisa antes de ela chegar.

Smart living: o que o conceito promete e o que o material não detalha

O material do projeto define o smart living como uma vida que integra conforto, lazer, trabalho, conectividade, segurança e bem viver no mesmo endereço, com a tecnologia como aliada da rotina. Vale ler essa frase pelo que ela é, uma definição de conceito: o material do Barcelona não nomeia sistema de automação, cabeamento de fibra, controle de acesso por biometria nem aplicativo de condomínio. Quem quiser saber o que costuma existir por trás da expressão encontra o levantamento completo no guia sobre condomínio inteligente, automação e fibra óptica no litoral norte.

O lastro do discurso, no caso do Barcelona, é urbano em vez de tecnológico. O plano de Cerdà tratou o quarteirão como unidade de vida completa, e a consequência prática para quem compra imóvel de praia é de calendário: um apartamento de veraneio que depende do carro para tudo fica fechado dez meses por ano, enquanto um endereço que resolve mercado, padaria e academia a pé sustenta uso fora da temporada. Uso fora da temporada é o que separa um prédio com vizinhança de um prédio de janeiro. A mesma incorporadora trabalhou outro repertório de referência na Zona Nova, no Cascais Soft Living.

Ficha do projeto: D1, Brazil Arquitetos e protocolo nº 169/2020

O endereço é a Rua Sepé, 3110, bairro Navegantes, em Capão da Canoa. A incorporação é da D1 Empreendimentos, e o projeto arquitetônico é do escritório Brazil Arquitetos, com responsabilidade técnica do arquiteto Thales Atila Dewes (CAU A 114.697-1) e protocolo nº 169/2020. A comercialização acontece após o registro de incorporação, na forma da Lei 4.591/64, regra que vale para qualquer venda de unidade na planta e está detalhada no guia sobre registro de incorporação antes de comprar.

Ficha rápidaBarcelona Smart Living
EndereçoRua Sepé, 3110, Navegantes, Capão da Canoa/RS
IncorporadoraD1 Empreendimentos
ProjetoBrazil Arquitetos
TipologiasLoft, 1 suíte, 2 suítes e 3 dormitórios, mais garden
Plantas por pavimento8 (finais 01 a 08)
LazerRooftop Lounge com 10 espaços e bike sharing
EstágioEm obras
ValoresSob consulta

Duas leituras de contexto ajudam a situar a torre: o panorama dos condomínios fechados de Capão da Canoa alinha os verticais em obras da cidade, e o retrato de Capão da Canoa para morar e investir trata do município antes de qualquer empreendimento.

Oito finais, quatro perfis: como o pavimento-tipo se divide

Cada andar da torre repete oito finais, numerados do 01 ao 08 e agrupados em quatro perfis: loft, 1 suíte, 2 suítes e 3 dormitórios com 1 suíte.

FinalPerfilObservação
013 dormitórios, 1 suíteLiving integrado
022 suítesLiving integrado à cozinha
031 suíteSuíte com living integrado à cozinha
043 dormitórios, 1 suíteLiving integrado
052 suítesLiving integrado à cozinha
06LoftCozinha, estar e dormitório integrados
07LoftCozinha, estar e dormitório integrados
082 suítesLiving integrado à cozinha

Concentrar quatro perfis no mesmo pavimento é decisão de mix, e ela tem efeito no bolso de quem mora. Torre feita só de compacto vive de rotatividade de temporada; torre feita só de planta grande empurra o rateio das áreas comuns para poucas unidades. Com os oito finais divididos entre loft, 1 suíte, 2 suítes e 3 dormitórios, o custo de manter o Rooftop Lounge se distribui por perfis diferentes de morador, e cada tipologia responde a um comprador distinto quando chega a hora da revenda.

Na prática, o edifício abriga quatro decisões de compra separadas. Os lofts dos finais 06 e 07 são a porta de entrada: ambiente único, com cozinha e estar integrados ao dormitório, pouca mobília para equipar e pouca coisa para manter durante os meses de casa fechada. O 1 suíte do final 03 tende a ser a planta de maior liquidez, por ser a que conversa com o maior número de compradores potenciais. Os 2 suítes dos finais 02, 05 e 08 atendem quem recebe visita e prefere não transformar a sala em dormitório improvisado. Os 3 dormitórios dos finais 01 e 04 servem a quem faz da praia a segunda casa e passa a temporada inteira nela.

Falta um número em toda essa conversa: o material oficial do Barcelona não publica metragem nenhuma, nem por final nem por perfil. É uma lacuna declarada, e preenchê-la com a área de um empreendimento vizinho seria inventar. Quando a tabela chegar, a comparação honesta é privativa contra privativa, nunca privativa contra área total, cuidado detalhado em como ler a tabela de um lançamento. As oito plantas, uma a uma e com zoom, estão na página completa do Barcelona Smart Living.

Interior do loft do Barcelona Smart Living, com estar, cozinha e lavanderia integrados em painéis de madeira
Foto: Interior do loft do Barcelona Smart Living, com estar, cozinha e lavanderia integrados em painéis de madeira

Garden 401: o terraço que troca sacada por pátio

Fora do pavimento-tipo, a torre tem apartamentos garden, unidades com terraço amplo. O exemplo publicado no material é o Garden 401, de 3 dormitórios com 1 suíte. O terraço aparece descrito como área livre para churrasqueira, aparelhos de ginástica, jardim e até piscina, um programa de quintal dentro de um condomínio fechado.

A troca embutida nesse formato aparece na rotina. Área externa privativa dispensa reserva de salão e horário marcado, e resolve o cachorro e a criança pequena que precisam sair de casa sem depender do elevador. Em compensação, o pátio vem no lugar da altura, e sua manutenção fica com o morador, fora do rateio do condomínio: a piscina, o jardim e a churrasqueira do terraço são responsabilidade de quem mora ali. Quem hesita entre esse formato e uma residência inteira encontra a comparação em apartamento ou casa na praia.

Terraço amplo de apartamento garden do Barcelona Smart Living, com pergolado, parede verde e mesa externa
Foto: Terraço amplo de apartamento garden do Barcelona Smart Living, com pergolado, parede verde e mesa externa

Rooftop Lounge: os dez espaços da cobertura

O programa de lazer da torre não se espalha pelos andares: ele cabe inteiro na cobertura, no Rooftop Lounge, que reúne dez espaços: piscina térmica coberta, solarium com vista panorâmica, lounge, sala de jogos, bancos Guell, estar contemplativo, salão de festas gourmet, gourmet externo, lavabos e elevador.

O item que mais mexe com o calendário de uso é a piscina térmica coberta, com fechamento em vidro. Lâmina d'água exposta ao tempo, no litoral norte gaúcho, tem temporada curta e presa ao pico do verão. Aquecida e protegida por vidro, ela continua servindo em julho, quando a cidade esvazia e o prédio passa a ser usado por quem mora ali ou sobe para o fim de semana. Um contraponto sobre coberturas de lazer na mesma cidade está no texto sobre o rooftop do Santé Beach Home.

Os bancos Guell nos jardins da cobertura e o estar contemplativo repetem no alto da torre a referência catalã que batiza o prédio, e respondem a uma pergunta banal que boa parte dos edifícios de praia deixa em aberto: para onde ir numa noite de inverno sem sair do condomínio. A dupla salão de festas gourmet e gourmet externo separa dois usos que costumam disputar a mesma churrasqueira, o almoço de família com mesa posta e o churrasco ao ar livre com vista.

Piscina térmica coberta no rooftop do Barcelona Smart Living ao entardecer, com pilares de concreto e vista para o mar de Capão da Canoa
Foto: Piscina térmica coberta no rooftop do Barcelona Smart Living ao entardecer, com pilares de concreto e vista para o mar de Capão da Canoa

Bike sharing: bicicletas que ficam no prédio o ano inteiro

Entre os itens da lista de lazer, o bike sharing é o menos comum em prédio de praia no litoral gaúcho. O condomínio mantém bicicletas compartilhadas à disposição dos moradores, com bicicletário próprio.

A vantagem é logística, e quem vem de Porto Alegre, Caxias ou Novo Hamburgo entende na hora: acaba a bicicleta amarrada no bagageiro na sexta à noite, o espaço perdido na garagem do apartamento, a corrente enferrujando com a maresia entre uma temporada e outra e a manutenção de um equipamento usado três meses por ano. A pedalada de fim de tarde à beira-mar deixa de exigir posse e passa a exigir apenas a chave do bicicletário.

Há também um efeito de projeto: quem pedala usa mais o entorno, e usar o entorno é exatamente o que a tese do Eixample propõe. O bike sharing é o item que amarra o conceito à rotina, em vez de deixá-lo no folder.

Bicicletário do Barcelona Smart Living com bicicletas compartilhadas penduradas e parede verde-oliva com o nome do empreendimento
Foto: Bicicletário do Barcelona Smart Living com bicicletas compartilhadas penduradas e parede verde-oliva com o nome do empreendimento

No entorno imediato da Rua Sepé, o mapa do material oficial marca a beira-mar, a Avenida Ubirajara, mercado e supermercado, restaurante, academia, praças, comércio, o centro de Capão da Canoa e a vizinha Atlântida. Nenhum desses pontos vem com distância em metros ou tempo de caminhada declarados, e nenhuma estimativa é inventada aqui.

O que dá para afirmar sobre o bairro é a vizinhança que ele já tem. Na cobertura editorial deste portal, o Navegantes já aparece com torres entregues, como o Del Paine e o Epic Residence, e outras em obras, como o Contemplare Origens, da Nobilitá, e o Doha Exclusive Living, segunda torre da D1 no mesmo bairro. Quando uma incorporadora repete o endereço em produtos de tickets diferentes, ela está apostando na consolidação daquela malha.

Adensamento cobra e paga. Paga em comércio e serviço abertos fora do verão, em vizinhança que mora e na caminhabilidade que sustenta a tese do Eixample. Cobra em canteiro simultâneo por alguns anos e em vista que muda conforme os terrenos ao redor sobem. A resposta de projeto do Barcelona para essa segunda parte está concentrada na cobertura: o solarium com vista panorâmica ocupa o ponto mais alto da torre, fora da disputa de horizonte dos primeiros pavimentos.

O que o material oficial ainda não fecha

O Barcelona não tem tabela pública de preços. No portal, o campo de valor do empreendimento registra Sob consulta, e a tabela vigente, com unidades disponíveis, metragens por final e condições de pagamento, chega direto da incorporadora pelo formulário.

O preço, porém, está longe de ser a única ausência, e as outras são de projeto. O material não declara metragem por tipologia, número de pavimentos, número de unidades, vagas de garagem, quantidade de elevadores nem distância exata até a praia. A previsão de entrega também segue em aberto. Vale insistir que essas lacunas estão registradas como lacunas: nenhuma delas foi preenchida aqui com número de empreendimento parecido, e é justamente essa lista que define o que precisa ser perguntado.

Comprar antes de a tabela circular publicamente tem uma vantagem conhecida no ciclo de um empreendimento, o primeiro preço praticado, e um custo do mesmo tamanho: menos informação comparável em cima da mesa no momento da decisão. O peso do índice que corrige as parcelas durante a obra aparece no comparativo entre INCC-M e IGP-M na parcela do imóvel na planta.

Sobre retorno, cabe uma ressalva de método: uma torre em obras não tem série de valorização própria, porque ainda não houve revenda para medir. O que existe é o comportamento dos preços da cidade, em valorização e mercado em Capão da Canoa, e o panorama dos concorrentes diretos, no guia de apartamentos em condomínio fechado no litoral norte.

Seis confirmações para levar ao primeiro contato

A ausência de tabela pública transforma a primeira conversa com a incorporadora em uma checagem, e ela rende mais se estiver escrita antes. Na ordem em que as respostas costumam aparecer:

  1. O registro de incorporação, com número de matrícula e cartório onde o memorial foi arquivado. É o documento que autoriza a venda das unidades, na forma da Lei 4.591/64, e ele existe antes de qualquer reserva.
  2. A metragem privativa do final escolhido, isolada da área total. Nenhuma metragem do Barcelona é pública, então esse número nasce na tabela e vira a única base legítima de comparação com outro edifício.
  3. Quantos pavimentos a torre tem e quantas unidades entram no rateio. Os dois governam o valor do condomínio que o comprador paga depois das chaves, e nenhum dos dois consta do material.
  4. As vagas de garagem por tipologia, uma a uma. Loft e 3 dormitórios raramente recebem o mesmo número, e a diferença reaparece na revenda.
  5. A previsão de entrega com mês e ano assinados, junto do que acontece com as parcelas depois do habite-se, quando o índice de correção do contrato costuma mudar.
  6. A disponibilidade real do final pretendido no dia da conversa. Em torre sem tabela pública, o mapa de vendas circula só internamente, e tanto o final 03 quanto o Garden 401 podem já ter dono.

Perguntas frequentes

Onde fica o Barcelona Smart Living?

O Barcelona Smart Living fica na Rua Sepé, 3110, bairro Navegantes, em Capão da Canoa, litoral norte do Rio Grande do Sul. O entorno imediato reúne beira-mar, Avenida Ubirajara, mercado, supermercado, restaurante, academia, praças, comércio, o centro de Capão da Canoa e a vizinha Atlântida. Não há distância em metros ou em minutos declarada até nenhum desses pontos, e nenhuma é estimada aqui.

Quais são as tipologias e as oito plantas do Barcelona Smart Living?

O pavimento-tipo tem oito plantas, dos finais 01 ao 08, em quatro perfis: loft nos finais 06 e 07, 1 suíte no final 03, 2 suítes nos finais 02, 05 e 08, e 3 dormitórios com 1 suíte nos finais 01 e 04. Há ainda apartamentos garden, com terraço amplo, como o Garden 401, de 3 dormitórios com 1 suíte. As metragens de cada final são confirmadas junto com a tabela, pelo atendimento.

O que tem no Rooftop Lounge do Barcelona Smart Living?

São dez espaços na cobertura: piscina térmica coberta, solarium com vista panorâmica, lounge, sala de jogos, bancos Guell, estar contemplativo, salão de festas gourmet, gourmet externo, lavabos e elevador. A piscina é térmica e coberta, com fechamento em vidro, o que mantém o uso em qualquer época do ano, com o mar de Capão da Canoa no horizonte.

Quanto custa um apartamento no Barcelona Smart Living?

Os valores do Barcelona Smart Living são sob consulta: não há tabela pública de preços do empreendimento. A tabela vigente, com as unidades disponíveis, as metragens por final e as condições de pagamento, chega direto da incorporadora pelo formulário do portal. A comercialização é conduzida pela D1 Empreendimentos após o registro de incorporação, conforme a Lei 4.591/64.

Quem assina o projeto do Barcelona Smart Living?

A incorporação é da D1 Empreendimentos, construtora e incorporadora do litoral norte gaúcho, que também assina o Cascais Soft Living e o Doha Exclusive Living, em Capão da Canoa, e a Gaia Atlântida Residences, em Atlântida. O projeto arquitetônico é do escritório Brazil Arquitetos, com responsabilidade técnica do arquiteto Thales Atila Dewes, CAU A 114.697-1, e protocolo nº 169/2020.