Costa Dorata

Cascais Soft Living: plantas, rooftop e preços em Capão

Na tabela de 7 de outubro de 2026, o Cascais Soft Living vai de R$ 561.600, no apartamento de 1 dormitório com 41,55 m² privativos, a R$ 1.978.344, no 3 dormitórios de 164,30 m² privativos do 4º pavimento. É a torre da D1 Empreendimentos em construção na Rua Encantado, 527, bairro Zona Nova, em Capão da Canoa, com sete finais por andar e entrega prevista para junho de 2028.

Render aéreo do Cascais Soft Living ao entardecer, com o rooftop iluminado no alto da torre, na Zona Nova de Capão da Canoa

O folder digital da D1 tem 58 páginas e a fonte do preço do empreendimento é outra: a tabela de 7 de outubro de 2026, marcada no próprio rodapé como tabela de lançamento. Os dois documentos convivem, mas medem o apartamento com réguas diferentes, e a diferença entre elas muda qualquer comparação com um concorrente.

Quanto custa: a tabela de 7 de outubro de 2026

A faixa abre em R$ 561.600, na menor unidade de 1 dormitório, com 41,55 m² privativos, e fecha em R$ 1.978.344, no maior 3 dormitórios, de 164,30 m² privativos, no 4º pavimento. O plano de pagamento referenciado combina ato, 5 reforços anuais e 60 parcelas mensais.

Sessenta parcelas mensais são cinco anos de fluxo. A entrega prevista é junho de 2028, pouco menos de dois anos depois da data da tabela. Sobra, portanto, um intervalo em que o comprador já tem as chaves e ainda paga parcela, desenho típico da venda direta com a incorporadora, que troca análise de crédito bancário por disciplina de caixa. Nesse arranjo, o índice que corrige cada parcela pesa tanto quanto o valor de face, e a escolha entre INCC-M e IGP-M na correção das parcelas é a variável que menos aparece no anúncio e mais aparece no extrato.

A mesma tabela deixa perguntas em aberto. Vagas de garagem por tipologia, número de suítes em cada final, total de unidades e total de pavimentos não constam nem do folder nem da tabela, e nada aqui preenche essas lacunas por conta própria. Tabela de lançamento também é retrato de um dia: a lista de unidades disponíveis se move conforme a comercialização avança, e a versão do dia vem pelo formulário, não desta página.

Duas réguas de metragem no mesmo empreendimento

O caderno de plantas publica as metragens do andar-tipo sem dizer se são privativas ou totais. A tabela publica uma coluna própria de metros quadrados privativos. São duas bases distintas, e os números mostram isso: o folder resolve os dois apartamentos de 1 dormitório em 41,05 m² e 41,74 m², enquanto a menor unidade da tabela tem 41,55 m² privativos. Próximos, e não iguais, o que já basta para não misturar as duas fontes na mesma planilha.

Área privativa e área total medem coisas diferentes. A privativa para na parede do apartamento. A total acrescenta a fração ideal das áreas comuns e do estacionamento, e por isso o mesmo imóvel pode aparecer com dois tamanhos em dois anúncios sem que nenhum dos dois esteja errado. Quem compara empreendimentos precisa alinhar a base antes de alinhar o preço, item que o guia sobre o que checar na tabela de um lançamento destrincha linha a linha.

O critério que separa os dois números é simples: o da tabela é privativo declarado; o do caderno de plantas é "conforme o folder", com a ressalva que o próprio folder deixa aberta. A distribuição de suítes por final também não está mapeada no material e é confirmada unidade a unidade.

Render da fachada frontal do Cascais Soft Living, com base revestida em madeira e sacadas em fita, torre da D1 Empreendimentos na Rua Encantado, Zona Nova de Capão da Canoa
Render da fachada frontal do Cascais Soft Living, com base revestida em madeira e sacadas em fita, torre da D1 Empreendimentos na Rua Encantado, Zona Nova de Capão da Canoa

Nove espaços numa laje só, entre o mar e a serra

Todo o lazer do Cascais Soft Living cabe em um pavimento, no alto da torre. A planta da cobertura numera nove itens: salão de festas com área gourmet, lavabo, horta comunitária, espaço fitness, fireplace, estar contemplativo, piscina interna aquecida, solarium e piscina externa aquecida. A vista abre para os dois horizontes que definem a paisagem da cidade, o mar e a serra.

Duas lâminas d'água no mesmo pavimento, uma coberta e outra ao ar livre, ambas aquecidas, é o detalhe que decide quantos meses por ano o lazer funciona. Sem aquecimento, piscina de condomínio no litoral norte gaúcho serve entre o Natal e o Carnaval e fica decorativa no resto do calendário. A interna aquecida transforma o item em infraestrutura de inverno, e a externa, descrita no folder como adulto e infantil aquecida, para uso em qualquer estação, estica as tardes de sol para fora da temporada. O rooftop do Santé Beach Home resolve a mesma equação com outro programa, na mesma cidade.

A horta comunitária é o item menos comum da lista e o mais difícil de sustentar, porque pressupõe alguém que rega, colhe e usa: um prédio com moradores, e não com hóspedes de janeiro. Já o fireplace e o estar contemplativo cobrem um turno que quase nenhum prédio de veraneio cobre, o da noite fria de julho, com um lugar quente e coberto dentro do próprio condomínio.

Render da piscina externa aquecida no rooftop do Cascais Soft Living, com deck de madeira, parede de pedra e o horizonte do mar ao fundo, em Capão da Canoa
Render da piscina externa aquecida no rooftop do Cascais Soft Living, com deck de madeira, parede de pedra e o horizonte do mar ao fundo, em Capão da Canoa

Sete finais no andar-tipo e o salto do 4º pavimento

O pavimento-tipo se repete em sete finais, do compacto de um dormitório ao três dormitórios. A tabela abaixo reúne as metragens exatamente como o folder da incorporadora as publica.

FinalProgramaÁrea conforme o folder
013 dormitórios80,60 m²
022 dormitórios60,33 m²
033 dormitórios80,60 m²
042 dormitórios59,17 m²
051 dormitório41,05 m²
061 dormitório41,74 m²
072 dormitórios59,17 m²

Os dois compactos, finais 05 e 06, abrem a faixa de preço e são as unidades que menos cobram para passar boa parte do ano fechadas. Os três de dois dormitórios, finais 02, 04 e 07, ficam entre 59,17 e 60,33 m² e atendem o casal com filho ou a dupla que reveza temporada. Os finais 01 e 03, de 80,60 m², servem a quem passa janeiro inteiro fora de casa e precisa de quarto, não de sofá-cama. Três faixas de tamanho no mesmo pavimento espalham o custo das áreas comuns por bolsos de tamanhos distintos, e ampliam a lista de quem pode comprar a unidade de volta mais adiante.

Fora do andar-tipo, o 4º pavimento é praticamente outro edifício. Nele o final 402 tem 99,29 m² privativos, os finais 404 e 407 têm 119,06 m² cada, e o 401, de 3 dormitórios, chega a 164,30 m², a maior planta do empreendimento. É também nesse pavimento que o rodapé da tabela localiza a faixa de apartamentos com garden, algo que o folder anuncia sem dizer em quais finais. Documento comercial costuma ser mais específico que peça de marketing, e esse é um caso.

Garden, no vocabulário do mercado, troca sacada suspensa por área externa privativa colada ao living. Na rotina, isso significa pátio de uso exclusivo, sem reserva de salão nem horário marcado, com saída direta para quem tem criança pequena ou cachorro, e com a manutenção do pátio fora do rateio, na conta de quem mora ali. A contrapartida é altura. E, nessa metragem, a comparação natural deixa de ser com outro apartamento e passa a ser com casa, dilema que o guia sobre apartamento ou casa na praia abre em custo de uso, segurança e liquidez.

O desenho de cada um dos sete finais, em tamanho cheio, fica na página completa do Cascais Soft Living.

Render de terraço de apartamento do Cascais Soft Living, com mesa ao ar livre e vista aberta sobre a Zona Nova de Capão da Canoa
Render de terraço de apartamento do Cascais Soft Living, com mesa ao ar livre e vista aberta sobre a Zona Nova de Capão da Canoa

O farol de Cascais: o que sobrou do conceito na planta

O nome vem de Cascais, na costa a oeste de Lisboa, citada no folder pelo mar, pelas praias, pela arquitetura e por um farol emblemático, que virou o desenho do logo do empreendimento. Soft Living, no texto da própria D1, é um estilo de vida calmo, sereno e equilibrado, que prioriza o bem-estar pessoal e a harmonia com a natureza em um mundo cada vez mais acelerado.

Conceito de folder costuma evaporar quando encontra a planta, e neste caso dá para conferir na lista de espaços da cobertura. Um rooftop de espetáculo teria bar, palco e pista. O do Cascais tem estar contemplativo, solarium, fireplace e horta comunitária, ambientes de permanência lenta. A escolha de programa aposta em quem passa a tarde no prédio, e não apenas a noite de sábado.

O slogan da marca, "perto de tudo que importa", e a frase "a poucos minutos do centro da cidade", ambas do folder, completam o posicionamento: proximidade do centro sem endereço no centro. O folder não converte esses minutos em número, e ninguém deveria converter por ele.

Rua Encantado: o 527 em obras e o 1311 já pronto

A Zona Nova é o bairro que mais concentra empreendimentos verticais em Capão da Canoa entre os cobertos por este portal, e a Rua Encantado é uma de suas vias residenciais. O Cascais está no 527, em construção. No 1311 da mesma rua está o Felicitá Residence, torre já pronta. A rua tem, ao mesmo tempo, edifício entregue e canteiro em atividade, que é a fotografia mais honesta de um bairro em adensamento.

O material do Cascais descreve o entorno por acesso: fácil acesso ao centro da cidade, à praia, ao comércio e aos serviços. O mapa do folder marca beira-mar, Avenida Central, Centro, praça, farmácias, mercados, restaurantes, comércios e a vizinha Atlântida. Distância em metros e tempo de caminhada até cada um deles não estão declarados em lugar nenhum do material, e nenhuma medida foi estimada para cobrir a falta.

Bairro cheio tem dois lados na mesma conta. A favor: comércio, serviço e vizinhança ativos fora do verão, que é o que separa endereço morável de endereço de temporada. Contra: obra simultânea por alguns anos e vista disputada à medida que os terrenos vizinhos sobem. No Cascais, o único ponto do condomínio com horizonte garantido por projeto é a cobertura, onde está todo o lazer. Quem quiser ver a concorrência lado a lado encontra as demais torres em obras da cidade e pode comparar o ponto de partida com o do Kairós, na mesma Zona Nova.

Quem assina: a incorporação é da D1 Empreendimentos, o projeto arquitetônico é da Fiterman Arquitetos Associados, a responsabilidade técnica é da arquiteta Bibiana Fiterman Costa (CAU A 17270-7) e o projeto está protocolado sob o nº 3.257/2022. A mesma incorporadora tem outras duas torres em Capão da Canoa, ambas no bairro Navegantes: o Barcelona Smart Living e o Doha Exclusive Living.

A conta que a tabela não faz por você

Duas datas governam a decisão e não estão na mesma coluna da planilha. Junho de 2028 é quando as chaves saem. Sessenta parcelas mais cinco reforços anuais é quando o pagamento termina. Entre uma e outra existe um período de uso com dívida em curso, corrigida por um índice que precisa estar claro no contrato antes da assinatura, e não depois.

Falta ainda o campo que todo comprador procura, o de valorização, e ele fica vazio por razão técnica: a torre está em obras, nunca houve revenda de unidade e, sem revenda, não existe série a apurar. Qualquer número nesse campo seria estimativa disfarçada de dado. O que há de aferido é a curva do município, em como os preços de Capão da Canoa se comportaram, e o retrato da cidade antes de qualquer empreendimento, em Capão da Canoa para quem mora e para quem investe.

Sobra então a pergunta que nenhum dos dois documentos responde e que o atendimento também não decide por ninguém: o que vem primeiro na sua lista? Área de casa com manutenção de apartamento leva ao 4º pavimento e ao topo da faixa de preço. Custo baixo de manter um imóvel fechado a maior parte do ano leva ao compacto de um dormitório. Preço de primeiro ciclo é o argumento com prazo de validade mais curto dos três, porque tabela de lançamento é a foto de um dia. As três respostas são defensáveis, e é raro que caibam na mesma unidade.

Perguntas frequentes

Quanto custa um apartamento no Cascais Soft Living?

A tabela da D1 de 7 de outubro de 2026, marcada pela própria incorporadora como tabela de lançamento, abre em R$ 561.600, no apartamento de 1 dormitório com 41,55 m² privativos, e fecha em R$ 1.978.344, no 3 dormitórios de 164,30 m² privativos do 4º pavimento. O plano referenciado é ato, 5 reforços anuais e 60 parcelas mensais. Preços e unidades disponíveis se movem ao longo da comercialização, e a versão do dia vem pelo formulário do portal.

Onde fica o Cascais Soft Living?

Na Rua Encantado, 527, bairro Zona Nova, em Capão da Canoa, no litoral norte gaúcho. O folder da D1 descreve o entorno por acesso, com fácil acesso ao centro da cidade, à praia, ao comércio e aos serviços, e marca no mapa a beira-mar, a Avenida Central, o Centro, praça, farmácias, mercados, restaurantes, comércios e a vizinha Atlântida. Nenhuma distância em metros e nenhum tempo de caminhada constam do material, e nada foi arbitrado aqui.

Quantas plantas tem o andar-tipo do Cascais Soft Living?

São sete finais por andar, de 1, 2 e 3 dormitórios, com opções de suíte. No caderno de plantas eles vão de 41,05 m² a 80,60 m², em metragens que o folder não qualifica como privativas ou totais. A tabela de outubro de 2026 usa área privativa declarada e cobre de 41,55 m², na menor unidade de 1 dormitório, a 164,30 m², no maior 3 dormitórios do 4º pavimento, pavimento onde ficam também os apartamentos com garden. Ao comparar com outro edifício, use sempre a mesma base de medida.

Quais espaços ficam no rooftop do Cascais Soft Living?

São nove, numerados na planta da cobertura: salão de festas com área gourmet, lavabo, horta comunitária, espaço fitness, fireplace, estar contemplativo, piscina interna aquecida, solarium e piscina externa aquecida. A piscina externa é descrita como adulto e infantil aquecida, para uso em qualquer estação do ano. A vista abre para o mar e para a serra, e todo o lazer do condomínio está nesse pavimento único no alto da torre.

Quando o Cascais Soft Living fica pronto?

A entrega prevista é junho de 2028, conforme declarado na tabela de outubro de 2026. A torre está em construção. A incorporação é da D1 Empreendimentos, o projeto arquitetônico é da Fiterman Arquitetos Associados, a responsabilidade técnica é da arquiteta Bibiana Fiterman Costa, CAU A 17270-7, e o projeto está protocolado sob o nº 3.257/2022.