Costa Dorata

Cascais Soft Living: plantas, rooftop e preços em Capão

Até agora, a torre da D1 Empreendimentos na Rua Encantado circulava sem número: quem perguntava o valor recebia a resposta "valores sob consulta". A tabela de lançamento fechada em 30 de julho de 2026 mudou isso e trouxe junto uma informação que o folder não dava, a área privativa unidade a unidade. Este guia reúne o conceito Soft Living, as sete plantas do andar-tipo, o rooftop e o que a tabela finalmente permite dizer.

Render aéreo do Cascais Soft Living ao entardecer, com o rooftop iluminado no alto da torre, na Zona Nova de Capão da Canoa

Existe uma diferença prática entre um empreendimento que se anuncia e um empreendimento que se deixa auditar. O primeiro mostra render e promessa; o segundo abre a tabela, com número de unidade, área privativa e plano de pagamento. O Cascais Soft Living acabou de passar de um estágio para o outro, e é essa virada que este guia registra.

O método aqui é o mesmo de sempre: cada dado vem do material oficial da D1 Empreendimentos ou da tabela vigente. Onde o material silencia, o texto diz que ele silencia, em vez de arredondar. E há vários silêncios interessantes no caso do Cascais, a começar pela forma como o folder mede os apartamentos.

O que é o Cascais Soft Living: torre da D1 na Rua Encantado

O Cascais Soft Living é um condomínio fechado de apartamentos na Rua Encantado, 527, bairro Zona Nova, em Capão da Canoa, no litoral norte gaúcho. A incorporação é da D1 Empreendimentos, com projeto arquitetônico da Fiterman Arquitetos Associados e responsabilidade técnica da arquiteta Bibiana Fiterman Costa (CAU A 17270-7). O projeto está protocolado sob o nº 3.257/2022.

A torre está em construção, com previsão de entrega em junho de 2028. São apartamentos de 1, 2 e 3 dormitórios, distribuídos em sete finais por andar, com opção garden em parte das unidades e todo o lazer reunido em um pavimento na cobertura. O material oficial não publica o número total de unidades nem o número de pavimentos, e nada neste guia preenche essas duas lacunas por conta própria.

Para situar o produto na cidade, dois textos ajudam: o comparativo de condomínios fechados em Capão da Canoa, que coloca a torre lado a lado com os demais verticais em obras, e o guia de quem vai morar e investir em Capão da Canoa, que trata da cidade antes do empreendimento.

Render da fachada frontal do Cascais Soft Living, com base revestida em madeira e sacadas em fita, torre da D1 Empreendimentos na Rua Encantado, Zona Nova de Capão da Canoa
Render da fachada frontal do Cascais Soft Living, com base revestida em madeira e sacadas em fita, torre da D1 Empreendimentos na Rua Encantado, Zona Nova de Capão da Canoa

Soft Living: o que o nome promete e o que o projeto entrega

O material abre com uma definição direta. Soft Living é descrito como um estilo de vida mais calmo, sereno e equilibrado, que prioriza o bem-estar pessoal e a harmonia com a natureza em um mundo cada vez mais acelerado. A referência que dá nome ao projeto é a cidade portuguesa de Cascais, na costa a oeste de Lisboa, citada pelo mar, pelas praias, pela arquitetura e por um farol emblemático, que virou o desenho do logo do empreendimento.

Conceito de folder costuma evaporar quando encontra a planta. Neste caso, dá para checar a coerência olhando a lista de espaços da cobertura. Um rooftop de espetáculo teria bar, palco e pista; o do Cascais tem estar contemplativo, solarium, fireplace e horta comunitária. São ambientes de permanência lenta, não de evento. A escolha de programa confirma o discurso: o projeto aposta em quem vai passar a tarde no prédio, e não apenas a noite de sábado.

O slogan que acompanha a marca, "perto de tudo que importa", completa o raciocínio. O empreendimento se posiciona a poucos minutos do centro de Capão da Canoa, sem estar no meio do centro. É uma escolha de bairro consciente, e ela tem consequência direta no tipo de rotina que o morador encontra fora do portão.

Sete finais por andar: o andar-tipo de 41 a 80 m²

O caderno de plantas resolve o pavimento-tipo em sete finais, com uma distribuição de programa que vai do compacto de um dormitório ao três dormitórios. A tabela abaixo reúne as metragens exatamente como o folder da incorporadora as publica.

FinalProgramaÁrea conforme o folder
013 dormitórios80,60 m²
022 dormitórios60,33 m²
033 dormitórios80,60 m²
042 dormitórios59,17 m²
051 dormitório41,05 m²
061 dormitório41,74 m²
072 dormitórios59,17 m²

Aqui entra o primeiro silêncio do material, e ele é relevante. O folder não informa se essas metragens são privativas ou totais. São dois números diferentes: a privativa é o que fica dentro da porta do apartamento; a total soma a fração ideal das áreas comuns e do estacionamento. Comparar a metragem de um edifício com a de outro sem checar essa base é o erro mais caro de quem monta planilha de tabela em tabela, tema que destrinchamos no guia sobre como ler a tabela de um lançamento.

A tabela de julho de 2026 resolve a ambiguidade: ela traz uma coluna própria de metros quadrados privativos, e é essa a base usada no restante deste guia sempre que o número vier da tabela. Na prática, a leitura correta é comparar a coluna de privativa da tabela do Cascais com a coluna de privativa de qualquer concorrente, nunca com a área total dele.

A distribuição de suítes por final não consta do folder e é confirmada por unidade, junto com a tabela. As sete plantas, uma a uma e com zoom, estão na página completa do Cascais Soft Living.

O 4º pavimento e a opção garden: onde a tabela cresce

Se o post parasse no andar-tipo, ficaria com uma torre de 41 a 80 m². A tabela mostra outra coisa. O 4º pavimento concentra as maiores unidades do edifício e é justamente onde aparece a faixa que o rodapé da tabela chama de apartamentos com garden. Nesse pavimento, o final 402 tem 99,29 m² privativos, os finais 404 e 407 têm 119,06 m² cada, e o 401, de 3 dormitórios, chega a 164,30 m² privativos, a maior planta do empreendimento. Os demais pavimentos repetem finais próximos aos sete do caderno.

Garden, no vocabulário do mercado, é o apartamento que ganha área externa privativa contígua ao living, em vez de sacada suspensa. Quem compra um garden compra pátio: espaço de churrasqueira e mesa ao ar livre com uso exclusivo, sem depender da agenda do salão coletivo, e com a vantagem de acesso direto para quem tem criança pequena ou cachorro. A contrapartida é a de sempre nesse tipo de unidade, menos horizonte que o apartamento alto.

O folder anuncia a existência da opção garden sem dizer quais finais a recebem. A tabela é que localiza a faixa no 4º pavimento. É um exemplo prático de por que vale pedir a tabela mesmo quando o folder parece completo: o documento comercial costuma ser mais específico que a peça de marketing.

Render de terraço de apartamento do Cascais Soft Living, com mesa ao ar livre e vista aberta sobre a Zona Nova de Capão da Canoa
Render de terraço de apartamento do Cascais Soft Living, com mesa ao ar livre e vista aberta sobre a Zona Nova de Capão da Canoa

Rooftop entre o mar e a serra: os nove espaços da cobertura

Todo o lazer do Cascais Soft Living está em um único pavimento, no alto da torre. A planta da cobertura numera nove itens: salão de festas com área gourmet, lavabo, horta comunitária, espaço fitness, fireplace, estar contemplativo, piscina interna aquecida, solarium e piscina externa aquecida. O conjunto é orientado para os dois horizontes que definem a paisagem da cidade, a linha do mar de um lado e a serra do outro.

Duas lâminas d'água no mesmo pavimento, uma coberta e outra ao ar livre, são o detalhe que merece atenção de quem compra para usar o ano inteiro. No litoral norte gaúcho, sem aquecimento, uma piscina de condomínio funciona basicamente no recorte entre o Natal e o Carnaval. Com a lâmina interna aquecida, o item vira infraestrutura de inverno, e a externa, também aquecida e descrita como adulto e infantil, estende o uso das tardes de sol fora da temporada. Vale a comparação com outros casos da cidade no texto sobre o rooftop do Santé Beach Home.

A horta comunitária é o item menos comum da lista e o mais alinhado ao conceito. Ela pressupõe um condomínio com rotina, alguém que rega, colhe e usa, ou seja, um edifício com moradores de fato, e não apenas ocupação de verão. Já o fireplace e o estar contemplativo resolvem o que quase nenhum prédio de praia resolve: onde ficar, no prédio, em uma noite fria de julho.

Render da piscina externa aquecida no rooftop do Cascais Soft Living, com deck de madeira, parede de pedra e o horizonte do mar ao fundo, em Capão da Canoa
Render da piscina externa aquecida no rooftop do Cascais Soft Living, com deck de madeira, parede de pedra e o horizonte do mar ao fundo, em Capão da Canoa

Zona Nova: o endereço e o que ele resolve no dia a dia

A Zona Nova é o bairro que mais concentra torres novas em Capão da Canoa entre os empreendimentos cobertos por este portal, e a Rua Encantado é uma das suas vias residenciais. O material do Cascais descreve o entorno por acesso, não por distância: fácil acesso ao centro da cidade, à praia, ao comércio e aos serviços. O mapa do folder marca beira-mar, Avenida Central, Centro, praça, farmácias, mercados, restaurantes, comércios e a vizinha Atlântida.

Nenhum desses pontos vem com metragem ou tempo de caminhada no material, e este guia não inventa nenhum. O que dá para afirmar com segurança é o efeito de vizinhança: a mesma Rua Encantado já abriga uma torre pronta, o Felicitá Residence, e o bairro reúne verticais em obras de incorporadoras diferentes, do ticket de entrada ao alto padrão. Quem quiser ver essa concorrência lado a lado encontra o mapa completo no guia dos condomínios fechados da cidade, e pode comparar o ponto de partida com o do Kairós, na mesma Zona Nova.

Bairro adensado tem duas leituras. A favor: serviço, comércio e vizinhança ativa fora do verão, que é o que diferencia um endereço morável de um endereço de temporada. Contra: obras simultâneas por alguns anos e disputa de vista à medida que os terrenos vizinhos sobem. No Cascais, o rooftop é a resposta de projeto para isso, já que a vista garantida está no ponto mais alto do edifício, e não na janela do 4º pavimento.

Tabela de lançamento de julho de 2026: valores, condições e prazo

A tabela da D1 atualizada em 30 de julho de 2026 traz, no próprio rodapé, a marcação de tabela de lançamento. Os valores partem de R$ 520.000, na unidade de 1 dormitório com 41,55 m² privativos, e vão até R$ 1.831.800, no apartamento de 3 dormitórios com 164,30 m² privativos do 4º pavimento. O plano de pagamento referenciado combina ato, 5 reforços anuais e 60 parcelas mensais.

Duas leituras saem daí. A primeira é de amplitude: um mesmo edifício com unidade de entrada e unidade de topo separadas por mais de três vezes em preço abriga perfis muito diferentes, do comprador de primeiro imóvel de praia à família que quer área de casa em formato de apartamento. Isso dilui o rateio do condomínio por mais unidades e costuma sustentar a vida do prédio fora da temporada.

A segunda é de calendário. Sessenta parcelas mensais e cinco reforços anuais desenham um fluxo de cerca de cinco anos, mais longo que o prazo de obra, já que a entrega está prevista para junho de 2028. É o desenho clássico da venda direta com a incorporadora, que troca aprovação bancária por disciplina de fluxo de caixa. Antes de assinar, vale entender o índice que corrige cada parcela, assunto do comparativo entre INCC-M e IGP-M na parcela do imóvel na planta, e olhar a série de preços da cidade em valorização em Capão da Canoa.

Por fim, o que a tabela não resolve. Vagas de garagem por tipologia, número de suítes por final, total de unidades e total de pavimentos não estão no material publicado. São exatamente as perguntas que devem ir para o atendimento antes de qualquer reserva, junto com a confirmação de disponibilidade da unidade escolhida, porque tabela de lançamento é retrato de um dia e muda conforme a comercialização avança.

Para quem o Cascais Soft Living faz sentido

O compacto de 41,55 m² privativos é o produto de menor barreira de entrada da torre: serve a quem quer um pé na praia com custo de manutenção contido e uso concentrado em fins de semana longos. Os dois dormitórios de 59 a 60 m² cobrem o casal com filho ou a dupla de casais que revezam temporadas. Os três dormitórios de 80,60 m² entram na conta de quem passa janeiro inteiro fora de casa e precisa de quartos, não de sofá-cama.

No topo da lista, as unidades de 99,29 a 164,30 m² do 4º pavimento com garden competem com casa: são o tamanho de uma residência de veraneio sem a manutenção de telhado, pátio e piscina próprios. Para quem está justamente nessa dúvida, o guia sobre apartamento ou casa na praia compara custo de uso, segurança e liquidez dos dois formatos.

Em qualquer dos casos, o prazo manda na decisão: junho de 2028 significa quase dois anos de fluxo antes das chaves. Isso favorece quem tem horizonte de médio prazo e desfavorece quem precisa do imóvel para a próxima temporada. A contrapartida é comprar na tabela de lançamento, o primeiro preço praticado pela incorporadora no ciclo do empreendimento.

Perguntas frequentes

Onde fica o Cascais Soft Living?

O Cascais Soft Living fica na Rua Encantado, 527, bairro Zona Nova, em Capão da Canoa, litoral norte do Rio Grande do Sul. O material oficial da D1 Empreendimentos descreve o endereço como de fácil acesso ao centro da cidade, à praia, ao comércio e aos serviços, e marca no mapa a beira-mar, a Avenida Central, o Centro, farmácias, mercados, restaurantes e a vizinha Atlântida. O folder não declara distância em metros ou minutos até nenhum desses pontos, e este guia não estima nenhuma.

Quais são as tipologias e as metragens do Cascais Soft Living?

São apartamentos de 1, 2 e 3 dormitórios, com opções de suíte. O caderno de plantas resolve o andar-tipo em sete finais, de 41,05 m² a 80,60 m², em metragens que o folder não qualifica como privativas ou totais. Já a tabela de lançamento de julho de 2026 trabalha com área privativa declarada e vai de 41,55 m², na menor unidade de 1 dormitório, a 164,30 m², no maior apartamento de 3 dormitórios, no 4º pavimento. Ao comparar plantas, use sempre a mesma base de medida.

O que tem no rooftop do Cascais Soft Living?

A planta da cobertura numera nove itens: salão de festas com área gourmet, lavabo, horta comunitária, espaço fitness, fireplace, estar contemplativo, piscina interna aquecida, solarium e piscina externa aquecida. A piscina externa é descrita como adulto e infantil aquecida, para uso em qualquer estação do ano, e todo o conjunto tem vista do mar e da serra. O lazer do condomínio está concentrado nesse pavimento único no alto da torre.

Quanto custa um apartamento no Cascais Soft Living e quais são as condições?

Na tabela da D1 atualizada em 30 de julho de 2026, marcada pela própria incorporadora como tabela de lançamento, os valores partem de R$ 520.000, na unidade de 1 dormitório com 41,55 m² privativos, e chegam a R$ 1.831.800, no apartamento de 3 dormitórios com 164,30 m² privativos do 4º pavimento. O plano de pagamento referenciado é ato mais 5 reforços anuais mais 60 parcelas mensais. Disponibilidade e condições por unidade são confirmadas na negociação, e a tabela vigente é enviada pelo formulário do portal.

O Cascais Soft Living está em obras? Qual é a previsão de entrega?

Sim, o Cascais Soft Living está em construção, com projeto protocolado sob o nº 3.257/2022 e previsão de entrega em junho de 2028 declarada na tabela de julho de 2026. A incorporação é da D1 Empreendimentos, com projeto arquitetônico da Fiterman Arquitetos Associados e responsabilidade técnica da arquiteta Bibiana Fiterman Costa, CAU A 17270-7.