VID Home & Club: plantas, rooftop e entrega em Capão da Canoa
Uma torre de 11 pavimentos e cobertura na Av. Poti, no Centro de Capão da Canoa, com 56 apartamentos, sete tipologias no pavimento tipo e um rooftop de 537,43 m² com piscina térmica coberta. O nome homenageia a família Vidor, dona histórica do terreno onde o prédio está sendo erguido.

Quase todo prédio novo do litoral gaúcho nasce com nome importado: uma cidade europeia, uma palavra em inglês, um substantivo abstrato que caberia em qualquer capital do mundo. O VID Home & Club fez o contrário. As três letras não são sigla nem estrangeirismo: são o começo do sobrenome da família que foi dona daquele terreno, na Av. Poti, por gerações. É um detalhe pequeno de branding e um detalhe grande de leitura de cidade, porque diz que o endereço tinha história antes de virar obra.
Este guia percorre o empreendimento com o material oficial na mão: o folder digital da incorporadora, o conjunto de plantas técnicas assinadas e a planilha de áreas do projeto. Todas as imagens deste artigo são renders, e não registros do prédio pronto, porque o VID está em obras. Onde a documentação não responde, o texto diz que não responde, em vez de estimar. Preço, quando aparece, vem da tabela vigente registrada no portal.
O que é o VID Home & Club: torre da Nobilitá na Av. Poti, no Centro
O VID Home & Club é um condomínio vertical na Av. Poti, 715, bairro Centro, em Capão da Canoa. O carimbo técnico das plantas descreve o terreno com precisão cartorial: quadra 17-A, lote 02, bairro Centro, Capão da Canoa/RS. A incorporação é da Nobilitá Empreendimentos, marca comercial que aparece nos projetos sob a razão social IWP Empreendimentos Imobiliários Ltda.
O projeto de arquitetura é da Brazil Arquitetos, escritório sediado na própria Capão da Canoa, com responsabilidade técnica do arquiteto Thales A. Dewes. O projeto executivo está datado de junho de 2025, o que ajuda a situar o empreendimento no calendário: é um produto desenhado já sob o custo de obra e o padrão de acabamento praticados agora, não um projeto de gaveta reaproveitado.
A torre tem 11 pavimentos numerados mais a cobertura e soma 7.659,36 m² de área total construída. Dentro dela convivem quatro naturezas diferentes de uso: comércio no térreo, dois pavimentos inteiros de garagem, sete andares residenciais de planta repetida, um quarto pavimento com plantas próprias e uma cobertura dedicada ao lazer. O empreendimento está em obras, com entrega prevista para dezembro de 2028.
Vale registrar de saída o que o próprio material oficial adverte, e que este guia repete: as imagens são meramente ilustrativas e o empreendimento será entregue conforme o memorial descritivo. Nenhum render prova acabamento, mobiliário ou paisagismo final. Para comparar o VID com as demais torres da cidade, o portal mantém a página de empreendimentos em Capão da Canoa e o guia de condomínios fechados em Capão da Canoa.
Por que o prédio se chama VID: a homenagem à família Vidor
O folder digital é explícito sobre a origem do nome. Nas palavras do próprio material, o nome VID é um tributo à história e às memórias vividas pela família Vidor, que por gerações desfrutou momentos no local onde o empreendimento agora ganha vida. Não é acrônimo, não é referência a videira, não é palavra estrangeira: é sobrenome de família encurtado e transformado em fachada.
Esse tipo de gesto tem um efeito prático que costuma passar despercebido por quem compra. Terreno de família em quadra central de cidade litorânea quase sempre significa uma matrícula única, sem parcelamento recente do solo e sem remembramento de meia dúzia de proprietários. É um perfil de origem fundiária que costuma simplificar a documentação da incorporação, e é o oposto do terreno recém-fatiado que vira torre por oportunidade de mercado.
A comunicação do empreendimento acompanha a mesma linha doméstica. A tagline da capa é "Sua vida em harmonia", e o texto institucional de abertura resume a proposta como o encontro entre harmonia e sofisticação. É um vocabulário de morada permanente, não de investimento de temporada, e ele conversa com a escolha do bairro, o assunto da próxima seção.

Morar no Centro de Capão da Canoa: serviço a pé o ano inteiro
Capão da Canoa tem uma geografia de bairros que muda completamente de comportamento entre janeiro e junho. Quem compra na orla compra vista e verão; quem compra no Centro compra rotina. O material do VID escolhe justamente essa segunda promessa e lista, em ícones, o que está no entorno imediato do endereço: supermercado, escola, restaurante, prefeitura, farmácia e clínica odontológica.
A lista é modesta na aparência e reveladora no conteúdo. Prefeitura e escola não são amenidades de veraneio: são infraestrutura de quem mora. Farmácia e clínica odontológica são o tipo de serviço que decide se a segunda residência funciona no inverno ou fica trancada de março a novembro. O texto oficial resume a posição como estar "no coração de Capão da Canoa" e "a poucos minutos do mar", e é importante ser preciso aqui: o material não declara distância métrica até a praia, então este guia também não declara.
Há ainda um efeito de vizinhança que o próprio prédio produz. O térreo do VID não é só hall e acesso: são 780,00 m² com quatro lojas comerciais, de 104,53 m² a 132,73 m² de área real cada. Um térreo ativo muda a quadra, porque fachada com vitrine iluminada tem circulação de pessoas à noite, o oposto do paredão cego que a maior parte das torres residenciais entrega ao passeio público. Para entender como o Centro se posiciona frente aos demais bairros da cidade, vale o guia de quem vai morar e investir em Capão da Canoa e o panorama de valorização em Capão da Canoa. Na mesma avenida, algumas quadras adiante, o portal já cobriu o Edifício João Alves Diniz, torre pronta que também combina lojas no térreo e apartamentos acima.
As sete tipologias: de 40,29 m² a 90,67 m² privativos por andar
Do 5º ao 11º pavimento, o VID repete a mesma planta: sete apartamentos por andar, identificados como Final 01 a Final 07, em lajes de 539,95 m² cada. Somados ao 4º pavimento, que tem plantas próprias, o edifício totaliza 56 apartamentos.
| Final | Tipologia | Área privativa | Área total |
|---|---|---|---|
| 01 | 2 suítes + lavabo | 76,07 m² | 111,23 m² |
| 02 | 2 dormitórios (1 suíte) + banho social | 69,66 m² | 101,85 m² |
| 03 | 2 dormitórios (1 suíte) + banho social | 69,75 m² | 101,98 m² |
| 04 | 3 dormitórios (suíte) + lavabo | 90,67 m² | 132,57 m² |
| 05 | 2 suítes + lavabo | 60,31 m² | 88,18 m² |
| 06 | 1 dormitório suíte + lavabo | 40,29 m² | 58,91 m² |
| 07 | 2 dormitórios (1 suíte) + banho social | 61,84 m² | 90,42 m² |
Duas leituras saltam da tabela. A primeira é a amplitude do mix: o mesmo andar acomoda um compacto de 40,29 m² com suíte e lavabo e um três dormitórios de 90,67 m², o que na prática significa condomínio com moradores de perfis muito diferentes, do casal jovem à família que passa a temporada inteira. A segunda é a presença de lavabo em quatro das sete plantas, item que costuma desaparecer primeiro quando o projeto aperta a metragem e que aqui sobrevive até no menor apartamento.
Atenção às duas colunas de área, porque é aí que planilhas de incorporadoras diferentes deixam de ser comparáveis. Área privativa é o que fica dentro da porta do apartamento; área total soma a fração das áreas comuns atribuída à unidade. No Final 04, por exemplo, a diferença entre as duas medidas passa de 41 m² na mesma unidade. O passo a passo dessa leitura está em como ler uma tabela de lançamento.
Em acabamento, o folder atribui a todas as tipologias do pavimento tipo o mesmo pacote: living integrado, cozinha americana, churrasqueira, esquadrias de PVC, piso porcelanato e espera para split. Churrasqueira em compacto de 40 m² é uma escolha de projeto tipicamente litorânea, e a espera para split declarada em todas as plantas é o detalhe que evita a gambiarra de furo em fachada depois da entrega.
O 4º pavimento é o andar fora do padrão. São sete unidades, da AP401 à AP407, com plantas próprias e área real de 60,84 m² a 138,16 m². O que as distingue é o terraço: as áreas externas privativas vão de 20,55 m² a 52,89 m², e algumas unidades têm dois terraços. A lista de cômodos internos do carimbo técnico repete a do pavimento tipo, mas o folder não traz descrição de marketing equivalente para esse andar, então aqui ficam registradas só as metragens, sem afirmar composição de dormitórios que o material não declara.
Rooftop de 537,43 m²: piscina térmica coberta, fitness, pet e sport bar
Todo o lazer do VID está na cobertura, e a área dela merece ser lida em comparação: 537,43 m² de rooftop contra 539,95 m² de um pavimento tipo inteiro. Em outras palavras, o condomínio abriu mão do equivalente a um andar residencial completo para entregar convivência. Segundo o folder digital e a planta da cobertura, o rooftop reúne:
- Piscina térmica coberta, com deck externo;
- Espaço fitness;
- Espaço pet;
- Gourmet social;
- Gourmet sport bar;
- Fireplace;
- Vista panorâmica de 360°;
- Escadaria move-up de acesso;
- Toalete da área externa e toaletes da área interna.
O item que mais muda o uso real do condomínio é a piscina térmica coberta. No litoral gaúcho, cobertura e aquecimento não são luxo estético: são o que decide quantos meses por ano a lâmina d'água funciona. Piscina descoberta e fria serve de dezembro a fevereiro; térmica e coberta atravessa julho, justamente quando o vento sul esvazia a orla e a segunda residência costuma ficar fechada. O tema tem artigo próprio no portal: piscina térmica coberta em condomínio no litoral gaúcho.
A dobradinha gourmet social + gourmet sport bar resolve um conflito clássico de condomínio pequeno: a mesma sala que serve para o almoço de aniversário e para a noite de jogo com televisão ligada. Separar os dois ambientes significa que uma reserva não bloqueia a outra, o que em um prédio de 56 apartamentos é a diferença entre lazer usável e agenda disputada. O fireplace segue a mesma lógica de calendário da piscina: é infraestrutura de inverno em um produto que não quer ser sazonal.

O espaço pet na cobertura também tem leitura prática. Em torre de bairro central, o cachorro desce de elevador e faz as necessidades na calçada, o que transforma cada saída em um pequeno projeto logístico. Uma área dedicada no rooftop encurta o trajeto e reduz o atrito entre condôminos com e sem animal. O portal discute o assunto no guia sobre morar com pets em condomínio fechado no litoral norte.

Estrutura do prédio: hall de pé-direito alto, dois elevadores e manta acústica
A parte menos fotogênica de uma torre é a que mais define o dia a dia de quem mora nela. O folder digital descreve, no item de qualidade construtiva, um conjunto de decisões que vale destacar item a item.
- Hall de entrada com pé-direito alto e 2 elevadores;
- Entrada social e entrada de serviços separadas;
- Espera para monitoramento 24 horas;
- Manta acústica nos pisos e nas paredes entre apartamentos;
- Esquadrias de PVC;
- Bicicletário;
- Sistema de gás central e medidores individuais;
- Espera para água quente e para split;
- Vagas cobertas e infraestrutura para tecnologia e conectividade.
Dois itens dessa lista merecem atenção de comprador experiente. O primeiro é a manta acústica entre unidades, declarada tanto nos pisos quanto nas paredes divisórias. É um item caro, invisível na visita e que quase nunca aparece descrito em folder: ruído de vizinho é a queixa número um em prédio de temporada, quando a rotina de quem trabalha e a de quem está de férias convivem no mesmo andar. O segundo são as esquadrias de PVC, que no litoral cumprem dupla função: vedação contra vento e maresia, e desempenho térmico e acústico em fachada exposta.
A garagem ocupa dois pavimentos inteiros, o 2º e o 3º, este último com 829,00 m². O empreendimento tem 56 boxes, de 11,64 m² a 31,93 m², e 18 depósitos, de 1,72 m² a 37,22 m². A amplitude dessas faixas é informação útil na hora de escolher a unidade: box e depósito não são todos iguais, e a diferença entre o menor e o maior box é de quase três vezes em área.

Preço, entrega em dezembro de 2028 e o que a ficha ainda não diz
Na tabela vigente registrada no portal, os valores do VID Home & Club partem de R$ 570.000 e alcançam R$ 1.267.000 no topo da faixa, refletindo a distância entre o compacto de 40,29 m² e as unidades maiores do prédio. Condições de pagamento não estão documentadas na ficha do empreendimento, e por isso este guia não cita percentual de entrada nem número de parcelas: elas constam da tabela vigente, obtida pelo formulário de atendimento.
A entrega prevista para dezembro de 2028 é a informação que mais deve pesar na decisão, para os dois lados. Do lado favorável, prazo longo costuma vir acompanhado do preço mais baixo do ciclo do produto e do maior espaço de negociação de fluxo. Do lado do custo, significa vários anos de parcelas corrigidas por índice setorial antes da chave, e é aí que a escolha do indexador do contrato deixa de ser detalhe: o portal explica a diferença em INCC-M ou IGP-M, o que muda na parcela do imóvel na planta.
Por fim, o que o material oficial não declara e este guia não inventa. A altura total do prédio aparece com dois valores diferentes no corte técnico, sem indicação de qual é a oficial, e por isso não é citada aqui. Não há distância métrica até o mar em nenhum documento, apenas a expressão qualitativa do folder. E a composição de dormitórios das unidades do 4º pavimento não tem descrição textual equivalente à do pavimento tipo. São perguntas legítimas para levar ao atendimento, junto com a disponibilidade atual por final e por andar.
Para ver as plantas, os renders em tamanho grande e o resumo do produto, a página completa do VID Home & Club reúne o material do empreendimento. Quem está comparando torres na mesma faixa pode olhar também o panorama de apartamentos em condomínio fechado no litoral norte.
Perguntas frequentes
Onde fica o VID Home & Club?
O VID Home & Club fica na Av. Poti, 715, bairro Centro, em Capão da Canoa, litoral norte do Rio Grande do Sul. O carimbo técnico das plantas descreve o terreno como quadra 17-A, lote 02, bairro Centro. O material oficial cita supermercado, escola, restaurante, prefeitura, farmácia e clínica odontológica no entorno imediato, e descreve a posição como no coração da cidade e a poucos minutos do mar, sem declarar distância métrica até a praia.
Quantos apartamentos tem o VID Home & Club e quais são as tipologias?
São 56 apartamentos, além de 4 lojas comerciais no térreo. Do 5º ao 11º pavimento a planta se repete, com 7 unidades por andar, identificadas como Final 01 a Final 07: as áreas privativas vão de 40,29 m² (1 dormitório suíte com lavabo) a 90,67 m² (3 dormitórios com suíte e lavabo), passando por plantas de 2 suítes e de 2 dormitórios com banho social. O 4º pavimento tem plantas próprias, com área real de 60,84 m² a 138,16 m² e terraços privativos de 20,55 m² a 52,89 m².
O que tem no rooftop do VID Home & Club?
A cobertura tem 537,43 m² dedicados ao lazer e reúne piscina térmica coberta com deck externo, espaço fitness, espaço pet, gourmet social, gourmet sport bar, fireplace, vista panorâmica de 360°, escadaria move-up de acesso e toaletes posicionados para atender tanto a área externa da piscina quanto os ambientes gourmet. A área do rooftop equivale praticamente à de um pavimento residencial inteiro, que tem 539,95 m².
Quando o VID Home & Club fica pronto?
O VID Home & Club está em obras, com entrega prevista para dezembro de 2028, conforme a tabela vigente registrada no portal. O projeto executivo é datado de junho de 2025. Todo o material visual disponível é composto por imagens ilustrativas em render, e não por registros da obra: o próprio folder da incorporadora informa que as imagens são meramente ilustrativas e que o empreendimento será entregue conforme o memorial descritivo.
Quem é a incorporadora do VID Home & Club?
A incorporação é da Nobilitá Empreendimentos, marca comercial que aparece nos projetos técnicos sob a razão social IWP Empreendimentos Imobiliários Ltda. O projeto de arquitetura é da Brazil Arquitetos, escritório sediado em Capão da Canoa, com responsabilidade técnica do arquiteto Thales A. Dewes. O nome VID é um tributo à família Vidor, que por gerações foi dona do terreno onde a torre está sendo erguida.